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Política

A disputa dos partidos pela filiação de Jair Bolsonaro

Leia na Coluna Esplanada de hoje direto de Brasília (10)

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Flickr/Isac Nóbrega/PR

A fila anda

Enquanto aliados propalam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está prestes a fechar filiação com o Patriota, o chefe do clã prefere a cautela e mira outros alvos, para se proteger. Sua advogada eleitoral Karina Kufa está em São Paulo dialogando, com discrição, com a família do falecido Levy Fidelix, do PRTB, que agora mudou o nome da legenda para Aliança 28. Bolsonaro encontra resistências dentro do Patriota depois que o vice-presidente do partido, Ovasco Resende, interpelou o presidente Adilson Barroso por alterações no Estatuto sem consulta aos membros do Diretório Nacional.

Entendam-se aí

Bolsonaro sabe onde pisa. A insegurança jurídica com o questionamento na Justiça eleitoral, e a briga interna do Patriota, por ora, inviabilizam sua filiação.

Memória

O Patriota seria o partido de Bolsonaro na eleição de 2018. Mas Barroso brigou com o então advogado Gustavo Bebbiano, que exigia o controle total da Executiva nacional.

Outras opções

Bolsonaro ainda conversa também com o Progressistas e o Aliança 35 (ex-Partido da Mulher Brasileira) se a negociação não avançar com o antigo PRTB e o Patriota.

Penais na Corte

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, quer priorizar no segundo semestre o julgamento de ações penais. Casos criminais estavam parados na Corte. Autoridades que estão com ações penais paradas vão ver detonados os processos.

Aguarde, Guedes

Com foco nas penais, temas econômicos com grandes impactos para os cofres públicos – como o reajuste do FGTS – devem ficar pro ano que vem.

Tentativas

Não é de hoje que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral dão de ombros para pedidos de implementação do voto impresso na urna eletrônica. Em 2018, o relator-Geral do Orçamento da União, deputado Cacá Leão, alocou R$ 250 milhões para concretização do sistema. No entanto, somente R$ 1,2 milhão foi executado.

Três em um

Em 2018, foram presidentes do TSE os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber. Ninguém quis tocar no assunto.

Cadê vocês?

Aliás, o debate corre solto e forte na Comissão Especial do Voto Auditável na Câmara dos Deputados, e o MDB – maior partido municipalista do Brasil – não indicou os dois membros titulares aos quais tem direito no plenário.

Fonte: Clicsc

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