Divulgação – Acidentes de trabalho geram prejuízo anual de R$ 468 bilhões ao PIB brasileiro
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2012 a 2024, foram registrados 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no emprego com carteira assinada no Brasil. As informações se baseiam em registros de acidentes do trabalho do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Calcula-se uma notificação de óbito no trabalho formal a cada 3,5 horas. Na prática, isso representa um prejuízo de mais de meio bilhão de dias de trabalho e de vida saudável e perda média anual de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No caso específico do Brasil, essa porcentagem equivale anualmente a aproximadamente R$468 bilhões, levando em consideração o PIB do país em 2024, que foi de R$11,7 trilhões (IBGE).
“Além do triste passivo humano e das famílias envolvidas em perdas e acidentes, existe uma enorme despesa para o sistema de saúde, assistência social e para a Previdência Social – só o gasto com benefícios previdenciários acidentários, desde 2012, em valores nominais, já chega a R$ 173 bilhões – além do impacto financeiro e de produtividade, para o setor privado e para a economia em geral”, avalia Alessandra Leoni, fundadora da Vibro Humaniza, empresa especializada em leitura humana aplicada à segurança do trabalho. Para ela, os procedimentos e ações técnicas de segurança usados hoje são fundamentais e obrigatórios, pois organizam os riscos e definem controles, a norma, o EPI, o procedimento e registram o acidente. “O que eles não mostram é o que acontece antes e durante o turno: sono, álcool, cansaço, atenção, estresse, assédio etc.”, completa Alessandra.
Segundo dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018, um em cada quatro trabalhadores do país é considerado analfabeto funcional, cenário que impacta o setor produtivo brasileiro tanto em época de crise como nos momentos de aquecimento econômico.
Os principais prejudicados
Ainda de acordo com MPT e OIT, na série histórica de 2012 a 2024 do Observatório, grande parte dos acidentes registrados foi causada pela operação de máquinas e equipamentos (13,6% do total), que provocou amputações e outras lesões gravíssimas com uma frequência 15 vezes maior do que as demais causas, e gerou três vezes mais acidentes fatais do que a média geral dos agentes causadores.
Quanto às ocupações, a mais afetada por afastamentos acidentários é a de alimentadores de linhas de produção (5,1%) do total, seguida de motoristas de caminhão (3,7%), faxineiros (3,4%) e serventes de obras (2,9%) E é atuando na interface entre comunicação, fatores humanos e segurança operacional que a Vibro Humaniza trabalha para ajudar empresas a entender como condições internas e externas impactam o risco durante o exercício da atividade profissional. “Nosso trabalho não substitui normas, procedimentos ou sistemas de PGR, SST e DDS. Ele complementa, trazendo clareza sobre aspectos que não aparecem nos indicadores técnicos, mas influenciam diretamente a atenção, o comportamento e a tomada de decisão no dia a dia da operação”, afirma Alessandra. Na prática, a Vibro Humaniza analisa dados de segurança e por meio de pesquisas quantitativas e qualitativas e busca fatores humanos responsáveis pela ocorrência dos acidentes de trabalho. Uma vez claros, esses comportamentos viram temas de ações de comunicação 100% focadas nas dores de cada contratante. A metodologia, bem como a oferta desse produto, é inédita no Brasil, justamente porque:
consultoria que mede o que acontece antes do acidente;
integrada a dados de SST;
com questionário operacional simples;
rodas exploratórias e checagem qualitativa;
tradução em plano de comunicação direcionado.
O Inf mostra que 25% dos trabalhadores entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais – ou seja, não consegue ler ou escrever muito além de um bilhete simples, apenas reconhece os números e faz cálculos muito básicos. “E é exatamente neste lugar que a Vibro Humaniza entra:traduzindo a comunicação de bem-estar e segurança para esse público de uma forma que eles compreendam”, finaliza Alessandra.
Sobre a Vibro Humaniza
A Vibro Humaniza é a frente da Vibro dedicada à leitura humana aplicada à segurança do trabalho, atuando na interface entre comunicação, fatores humanos e segurança operacional. Seu objetivo é apoiar empresas na compreensão de como condições internas e externas influenciam o risco durante a atividade profissional. Com uma abordagem baseada em escuta estruturada do público operacional e integração entre dados técnicos e percepções humanas, a Vibro Humaniza identifica padrões que não aparecem nos indicadores tradicionais, mas impactam diretamente o comportamento e a tomada de decisão no dia a dia. A partir dessas leituras, desenvolve ações de comunicação, treinamentos e conteúdos direcionados, alinhados à realidade da operação, contribuindo para tornar a prevenção mais efetiva e reduzir a probabilidade de acidentes.
Davi Paes e Lima é jornalista profissional (2874 - SC) desde 2006. É especialista em Comunicação Empresarial e atua na área de Assessoria de Comunicação há 20 anos, desde 2003 - além de ter passagens por veículos especializados. Desde 2020 está à frente da Paes e Lima Comunicação, agência boutique com base em Florianópolis. No associativismo é diretor de eventos da Associação Catarinense de Imprensa (2023/2026). Colabora com notícias corporativas para o portal ClicSC desde 2022.
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