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Camboriú comemora 134 anos

Dia 15 janeiro foi a data de instalação do município

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Nesta terça-feira, dia 15, Camboriú comemora 134 anos de instalação do município. Até 1859 era chamada de Arraial e pertencia a Porto Belo, passando depois a compor o novo município de Itajaí. A criação de Camboriú, ainda no tempo do Império, se deu por meio da Lei Provincial nº 1.076, de 5 de abril de 1884. Ela foi assinada pelo Presidente da Província, o médico gaúcho de Uruguaiana Francisco Luiz da Gama Roza Júnior. Porém a instalação de Camboriú ocorreu em 15 de janeiro de 1885, passando a ser município. A sede do governo era na Localidade da Barra, hoje, pertencente a Balneário Camboriú.

Apesar da data da instalação, o dia do município passou a ser comemorado no dia da sua criação, 5 de abril. “Mas a data da instalação não pode passar em branco. É a nossa história que precisa ser lembrada e contada”, comenta o prefeito Elcio Rogério Kuhnen.

A primeira igreja foi construída no bairro da Barra, em 1810 por escravos. A data de 15 de janeiro, é o dia de Santo Amaro, que foi o primeiro padroeiro da cidade. A data instalação não foi escolhida por acaso. “É que o povo ainda mantinha este santo como seu padroeiro do lugar, apesar da troca, pelo governador João José Coutinho, para Nossa Senhora do Bom Sucesso. Mudança que para a qual não encontramos explicação”, comenta o historiador José Angelo Rebelo.

Patrimônio Histórico
Hoje denominada de Capela de Santo Amaro, a igreja é a única edificação de arquitetura colonial remanescente em Balneário Camboriú, que na época pertencia a Camboriú. Ela foi restaurada e tombada como patrimônio histórico em 1998.
A igreja é o principal símbolo do Bairro da Barra, e guarda a imagem de Santo Amaro. Construída com pedra bruta e argamassa à base de óleo de baleia e suas telhas foram moldadas de forma artesanal, nas coxas dos escravos.

A Capela de Santo Amaro traz as linhas peculiares que marcaram as edificações catarinenses. A tinta descascada das paredes posteriores deixa à mostra as pedras empilhadas, utilizadas pelos construtores da época para a sustentação das paredes. Uma nave única abriga a capela-mor e o coro.

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