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Cão-guia em treinamento é acolhido em posto de atendimento de uma cooperativa de crédito em Santa Catarina

A cadela Cereja está em fase de socialização e passa o expediente na Viacredi do bairro São Vicente, em Itajaí. A iniciativa da colaboradora foi completamente apoiada pela instituição

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Alguns suaves roncos agora fazem parte da trilha sonora do posto de atendimento da Viacredi no bairro São Vicente, em Itajaí (SC). Isso porque a Cereja, uma cadela da raça labrador retriever, presta expediente acompanhando Renata Würzius, analista de negócios da cooperativa de crédito que decidiu encarar o desafio de participar da socialização de um cão-guia.

Todo o acompanhamento é feito pela Escola de Cães-Guias Helen Keller, que há 17 anos atua no treinamento dos animais para que sejam facilitadores para deficientes visuais de todo o país. Mais de 40 cães-guia já foram entregues, em um processo que leva cerca de dois anos.

Cereja ainda é muito nova e passa boa parte do dia dormindo. Os cooperados geralmente percebem a presença dela quando escutam o som saindo debaixo da mesa de Renata. “Eu explico de uma maneira bastante tranquila que há um cão ali, que ele está em treinamento para uma função nobre, que é ser os olhos de quem não pode enxergar”, diz. A recepção é sempre calorosa e de apoio, embora quem está no posto de atendimento não possa interagir com a cadela.

A iniciativa de Renata surgiu depois que ela viu a postura de um amigo que era deficiente visual mudar completamente quando começou a andar com o cão-guia. “Ele usava bengala e depois que passou a andar com o animal, se tornou mais confiante e seguro para levar uma vida normal”, comenta.

A Viacredi apoiou a colaboradora desde o início. “Como cooperativa, temos uma conduta sempre ligada a inclusão. Ficamos extremamente orgulhosos em termos conosco pessoas como a Renata, que mudam suas rotinas e dedicam boa parte do seu tempo a uma função tão nobre quanto socializar um cão-guia. Continuaremos dando todo o suporte para que a Cereja faça a diferença na vida de alguém”, diz Vanildo Leoni, diretor executivo.

A curiosidade sobre a presença da cadela no posto de atendimento também fomenta mais solidariedade e interesse. Quando descobrem o trabalho da Escola de Cães-Guias Helen Keller, vários cooperados já se dispuseram a doar e ajudar. “Estou muito feliz em estar contribuindo com este movimento e agradeço imensamente o apoio tanto dos que nos visitam quando da instituição”, finaliza Renata. 

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