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Gestante brutalmente assassinada para roubo de bebê é sepultada em Santa Catarina

O corpo de Flávia Godinho Mafra foi sepultado na manhã deste sábado (29) no cemitério municipal de Canelinha, distante 70 quilômetros de Florianópolis. Ela foi brutalmente assassinada e teve o bebê arrancado do ventre com um estilete. A jovem estava na 36ª de gravidez. A bebê sobreviveu, mas teve cortes profundos nas costas. Um casal está preso pelo crime.
Flávia saiu de casa na quinta-feira (28) para ir a um chá de bebê, que em princípio seria na cidade de São João Batista, distante 12 quilômetros. Como ela não voltou, familiares se mobilizaram durante toda a noite e madrugada em busca de informações do paradeiro dela. No entanto, o corpo foi achado em uma olaria abandonada no bairro Porto Galera na manhã de sexta-feira (28). O bebê havia sido arrancado da barriga com um estilete.
Uma amiga dela e o marido foram presos pelo crime. Ela confessou a autoria, mas o marido também foi preso, já que ele foi o responsável por levar a recém nascida para um hospital de Florianópolis.

Crime premeditado

A autora confessou que planejou o crime após ter sofrido um aborto em janeiro. Ela não teria contado aos familiares que perdeu a criança e começou a arquitetar o plano para substituir o bebê.
Durante esse período, ela fez questão de mostrar que estava grávida em redes sociais. Ela também sondou algumas mulheres da cidade que também eram gestantes. A polícia acredita que ela estava em busca de uma vítima. Em algum momento ela elegeu Flávia e começou narrar a sua gravidez com base no que a vítima divulgava nas redes sociais, tanto que um dia após Flávia divulgar o sexo do bebê, a criminosa também informou que estava esperando uma menina.

Chá de bebê para atrair a vítima

Com a proximidade do fim da gravidez de Flávia, a criminosa começou a colar o plano em andamento. Ela convidou a vítima para ir até um chá de bebê em São João Batista. Segundo o delegado de Polícia Civil de Tijucas, Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, as duas tinham uma relação de amizade.
Durante o trajeto para o evento, ela desviou e entrou em uma cerâmica abandonada. No local, ela pegou um tijolo e desferiu golpes na cabeça fazendo com que ela ficasse inconsciente. Depois disso, ela abriu o abdômem e retirou a criança do ventre.

Parto simulado no meio da rua

Na sequência, ela foi até a via pública e simulou um parto, sendo ajudada por populares. Ela foi encaminhada para o hospital e avaliada para um médico, mas sem sinais de ter tido uma gravidez.
A criança foi encaminhada para o hospital com cortes nas costas e suspeita de ter um braço cortado. Com o encontro do corpo, a polícia começou a interrogar a suspeita, já que ela tinha sido a última pessoa a ser vista com Flávia. Inicialmente ela negou o crime, mas acabou confessando. Segundo ela, o marido não teve participação no crime, mas o delegado não acreditou na versão e também autuou ele em flagrante.

Família está inconsolável

O velório ocorreu na Capela Mortuária Vó Maróca, no Centro de Canelinha, e reuniu muitas pessoas comovidas com o caso, além da família. Segundo Ilásio Godinho, tio da vítima, em entrevista a NDTV, a família estava preparando a chegada do bebê. De acordo com ele, Flávia era uma pessoa amável com todos. Os familiares foram surpreendidos com o desaparecimento e a morte dela.

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