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Ilha de Porto Belo estimula a movimentação econômica e se consolida como geradora de empregos

Ao todo são oferecidas 115 vagas diretas, impulsionadas por importantes setores como os de prestação de serviços, hospedagens, transportes, entre outros

Responsável por atrair mais de 1 milhão de pessoas e promover ações voltadas pela preservação do meio ambiente, a Ilha de Porto Belo também é um grande estímulo para a economia. Há 22 anos o local atrai turistas de diversas partes do Brasil e do mundo e oferece ocupação a moradores e comerciantes. Ao todo são oferecidos 115 empregos diretos, e a Ilha ainda movimenta diversos setores da economia local como transportes em geral, passeios marítimos, prestadores de serviços, hospedagem, agências de turismo, receptivo, profissionais para análise da balneabilidade, manutenção local, entre tantos outros.

Entre os beneficiários diretos da Ilha de Porto Belo estão as equipe que atuam no restaurante e nos três quiosques da praia. O proprietário dos estabelecimentos, Pedro Micheluzzi, é engenheiro civil e conta que sua história neste lugar iniciou há 21 anos. Na época, realizou alguns auxílios estruturais na Ilha e desde então se encantou com o local, optou por mudar de ramo, empreendendo com os restaurantes e quiosques, negócio que gera atualmente quase 100 vagas de emprego. “Foi uma troca em que todos ganharam em oportunidades e em qualidade de vida. Trabalhamos com turismo, pessoas, com alegria e recebemos tudo o que nos é suficiente”, afirma.

            A Ilha também ajuda no incremento de renda dos pescadores locais, responsáveis por 96% do transporte marítimo de visitantes. O presidente da associação de pescadores de Porto Belo, João Silva, o Dandão, conta que 13 homens do mar aumentam a renda com o translado diário dos turistas. “São pelo menos 13 famílias que são beneficiadas pela prática há mais de 20 anos”, conta Dandão.

            Segundo dados da Secretaria de Turismo do município, a Ilha de Porto Belo é considerada mais do que um importante equipamento turístico. Por somar ações de atração de visitantes com atividades de preservação, tem ganhado destaque nacional e internacional. “Não teríamos um turismo de qualidade sem a Ilha, pois ela sempre está sendo referência em projetos e, com isso, a cidade vai ganhando visibilidade e sendo divulgada”, explica a Secretária de Turismo, Zene Drodowski. Acolhimento exemplar que já garantiu certificações nacionais e internacionais como uma das maiores médias no site TripAdvisor.

            A representante do turismo no município ainda relembra que a Ilha de Porto Belo também apresenta grande vocação comunitária, por realizar eventos sociais, para conscientização de moradores e turistas. “O local atende gratuitamente as escolas municipais e atua como uma área de pesquisa para a preservação ambiental”, acrescenta a secretária.

            O administrador da Ilha de Porto Belo, Alexandre Stodieck, esclarece que todas as ações desempenhadas iniciaram com foco no estímulo turístico, mas que ao longo dos últimos 22 anos se expandiu com atividades sociais, sustentáveis, movimentando até mesmo o setor econômico. “Quando abrimos o espaço para visitação pública nem se imaginava a proporção que tomaria no setor. Esperamos que as ações continuem ampliando ao longo dos próximos anos”, comenta.

 

História da Ilha de Porto Belo

            A operação da estrutura atual da Ilha de Porto Belo iniciou em 1996 com ocupação que visa evitar a degradação local. O que antes era utilizado de maneira desorganizada, com lixos espalhados, queimadas, dejetos e trilhas fechadas, passou a ser ordenado e estruturado. A organização sinalizou o local, deixou trilhas de fácil acesso, utilizou materiais para recuperação e preservação ambiental e implementou campanhas contra o acúmulo de dejetos. Também foi proibida, através das leis 929/96 e 1815/2010 a realização de acampamentos clandestinos e sem estrutura, fogueiras e outras práticas que podem ser nocivas à mata nativa local.

Atualmente a Ilha de Porto Belo se tornou um refúgio ecológico que foca na preservação ambiental e dos animais marinhos. Ao longo dos anos foram realizadas ações sustentáveis como a campanha “Bitucas não são sementes”, lançada na temporada de Verão 2018 com foco na conscientização. Com a distribuição de materiais educativos, orientação local e coleta seletiva, foram recolhidas cerca de 7 mil bitucas de cigarros das bituqueiras, e 2,1 mil jogadas no chão. Para a equipe organizadora da ação, o resultado é satisfatório, pois mostra que a maioria dos fumantes está fazendo o descarte no local correto. “Acreditamos que com o passar dos dias a conscientização aumente ainda mais”, acrescenta o administrador da Ilha.

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