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Segurança

Mulher mata, esquarteja e concreta o corpo do marido no chão da cozinha

Suspeita é que homem foi concretado vivo

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Uma mulher foi presa suspeita de matar, esquartejar e concretar o corpo do marido no chão da cozinha. A prisão foi registrada na terça-feira (31), em Ribeirão das Neves (MG). Ela já havia passado cerca de três meses presa por ter tentado matá-lo por envenenamento em 2012. A informação e outros detalhes do caso foram divulgadas pela Polícia Civil em entrevista coletiva virtual na manhã desta quinta-feira (2).

A suspeita foi presa em flagrante e já foi encaminhada para o sistema prisional de Minas. O corpo da vítima está no Instituto Médico-Legal (IML) da capital e deve passar por exames de reconhecimento. O homem de 55 anos estava desaparecido desde 11 de agosto. No dia 21, uma das irmãs dele registrou um boletim de ocorrência.

Enquanto pesquisavam mais detalhes nos registros da segurança pública do estado, além do desaparecimento, eles localizaram um boletim de ocorrência de uma tentativa de homicídio da suspeita contra a vítima de nove anos atrás, como informa o delegado Fábio Werneck, titular da Delegacia de Homicídios em Ribeirão das Neves.

“Havia um boletim de ocorrência do ano de 2012 que relatava que a vítima tinha sofrido um atentado contra sua vida em que sua companheira teria colocado soda cáustica em uma garrafa d’água que estava na geladeira. A vítima ingeriu essa água com soda cáustica, foi parar no hospital, e a companheira acabou presa”, narrou o delegado.

 “Ficou presa por alguns dias, parece que foi algo em torno de 90, foi solta e retornou para o lar, com o convívio com a vítima e, de lá para cá, esse convívio foi bem tumultuado. Há relatos de ameaças, de separação de corpos – os dois não dormiam mais na mesma cama. Vizinhos informaram que a investigada não se dava muito bem, não gostava da vítima”, relata a polícia.

Com base nessas informações, a equipe da delegacia foi até o imóvel averiguar a denúncia. A mulher autorizou a entrada deles e permitiu que o imóvel fosse revistado. Segundo Werneck, a casa fica em uma área de preservação permanente próxima a um curso d’água poluído e com mau cheiro, o que chegou a confundir um pouco os policiais com a suspeita da presença do corpo. O imóvel é composto por cozinha, quarto e banheiro. A vítima dormia no quarto e a mulher em um sofá na cozinha.

Primeiramente, chamou a atenção dos policiais um retângulo de concreto no quintal com terra que parecia ter sido mexida. Eles chegaram a escavar, mas não encontraram nada. Como os indícios eram fortes, a polícia insistiu nas buscas, diante da mulher e de testemunhas, e partiu para a revista nos cômodos.

“A investigadora que integra a equipe notou que, sob uma mesa entre a pia e a geladeira da cozinha havia um pequeno retângulo de concreto fino, recente, com material e pintura destoantes do resto do piso, estufado e trincado, mal feito”, conta o delegado. “O odor da casa já não estava muito agradável. Foi feita também uma escavação nesse local e o mau cheiro foi piorando, até que foi visto algo parecendo um saco. Nesse momento, os trabalhos cessaram e a perícia foi acionada”, diz o delegado.

Lesões que apontam para facadas no coração ou compatíveis com algum instrumento nesse sentido foram apontadas no laudo. Uma fratura na base do crânio também foi constatada. Segundo o delegado, há reação vital em algumas partes do corpo para esquartejamento. “Quando o esquartejamento começou, a vítima ainda estava viva, provavelmente agonizando, em razão do local dos golpes, da severidade dos golpes que ele tinha sofrido no coração e no crânio. Ainda não foi possível apontar qual dessas lesões ou quais foram a causa da morte, mas foi algo nesse rumo”, explicou o titular da Delegacia de Homicídios em Ribeirão das Neves.

Serrote pode ter sido usado

A suspeita é de que um serrote teria sido usado no esquartejamento da vítima. Considerando a idade e compleição física da mulher, o delegado disse que existe a possibilidade de ela ter sido ajudada, embora ainda não seja possível afirmar o envolvimento de uma terceira pessoa no crime, mas que também não se pode descartar que, com tempo, ela tenha feito sozinha todos os atos e a ocultação do cadáver.

Na coletiva, o delegado disse que a mulher atribui o assassinato do marido a um amigo do homem. “Ela disse que na noite anterior ao desaparecimento, no dia 10 de agosto, a vítima apareceu com esse amigo na casa, e os dois pernoitaram, inclusive na mesma cama. Ela informou só o primeiro nome desse suposto amigo, e disse nunca ter o visto antes, não sabe de onde veio, onde mora, qual é o telefone. Passou apenas características físicas. Ela alega que, no dia seguinte, o companheiro dela saiu cedo, 5h pra ir ao Rio de Janeiro, ela foi a Belo Horizonte fazer compras, e quando voltou não viu nem o marido, nem o amigo dele. Depois, ela muda de versão e fala que saiu por volta de 6h para ir até Belo Horizonte e deixou o marido e o tal amigo dormindo. Quando voltou não viu nenhum dos dois e não notou nada de estranho na casa”, disse o delegado.

Werneck também ressaltou que, na época do desaparecimento da vítima, a mulher criou diferentes versões à família dele antes que a ocorrência fosse finalmente registrada. Eles moram em outra cidade e o contato era feito por telefone. Preocupados e procurando saber detalhes sobre o tratamento do câncer da vítima, eles tentaram falar com ele, mas sem sucesso.

“Ligaram algumas vezes para a investigada em busca de informações. Para uma irmã, enquanto ela ainda atendia as ligações, a investigada contou que ele teria ido visitar um irmão no Rio de Janeiro. Para outra irmã, ela disse que ele saiu de casa sem rumo dizendo que se jogaria debaixo de um caminhão”, afirma o delegado Fábio Werneck.

As irmãs ficaram preocupadas e pediram que uma sobrinha ligasse para a suspeita se passando pela secretária de um médico para lembrar que ele tinha uma consulta marcada. “Ela disse a essa sobrinha, acreditando que ela fosse mesmo a secretária, que ele tinha desistido dessas consultas em razão do alto custo e que procuraria um tratamento mais barato no interior, mas também não entrou em detalhes”.

Relacionamento começou há 25 anos

De acordo com o delegado, a vítima e a suspeita estavam juntos desde 1996. A mulher diz ter vindo da região de Governador Valadares, mas já falou também em Teófilo Otoni. Ela e o homem se conheceram em Belo Horizonte.

Na época, ele morava em uma casa de aluguel no Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Ela chegou a morar com ele nesse imóvel e, no mesmo ano, se mudaram para a casa no Florença. A mulher diz ter comprado o imóvel por R$ 6 mil que economizou trabalhando como camareira. Eles não tinham filhos.

O delegado diz que a mulher é imprecisa em seus relatos, dá datas e versões conflitantes, e afirma já ter sido agredida pelo companheiro. “Ela diz que essa tentativa de homicídio com a soda cáustica lá em 2012 foi em retaliação a uma agressão que ela sofreu. O companheiro dela lhe desferiu um soco que causou a cegueira do olho esquerdo e, por isso, ela revidou. Hora ela diz que essa agressão foi no ano de 2001, hora afirma que foi uma semana antes dessa tentativa de homicídio”, diz o delegado. A mulher também falou sobre um episódio em que ele, teria sonhado que estava brincando de “lutinha” com um amigo e dado um soco no estômago dela.

A mulher detida também disse ao delegado que o marido bebia muito. “Em determinado momento do interrogatório a investigada disse que esse consumo exagerado mais recente de álcool o transformou em uma pessoa mais agressiva, mas não com ações, com palavras. Dizendo que a mataria e jogaria o corpo em uma lagoa em Venda Nova. Mas, não dá para saber a concretude disso”, explicou.

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