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Mulher vítima de acidente com caminhão na BR-101 é sepultada em SC

Sem condições emocionais de retornar para casa, Anderson e o filho estão na casa da mãe, onde tentam se recuperar da tragédia

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O velório de Sandra Pereira, de 47 anos, na tarde de segunda-feira (8), foi marcado por muita dor e comoção. Anderson Pereira, de 49 anos, marido de Sandra, esteve no velório ao lado do filho de 26 anos.

O casal foi vítima de um grave acidente no último domingo (7), quando a moto em que estavam foi atingida e arrastada por 30 quilômetros por um caminhão. Sandra foi fortemente atingida pelo caminhoneiro que estava sob efeito de drogas. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, no domingo.

Para não morrer, Anderson subiu na cabine do caminhão e ainda assim foi agredido pelo motorista com socos. Com medo de perder a vida, ele pulou do caminhão ainda em movimento.

O delegado responsável pelo caso, Uiliam Soares da Silva, disse ao ND+, que o caminhoneiro é do Rio Grande do Sul e voltava de uma viagem a São Paulo.

“Ele afirmou que não ia falar porque não se lembrava dos fatos. Falou que achou que estava num sonho e não sabe nem precisar o que fez. Disse que estava há muito tempo sem dormir, que fez uso de rebite para ficar acordado e que pode ter usado cocaína e remédio tarja preta”, disse Uiliam.

Velório foi marcado por comoção da família e amigos

Angela de Souza é amiga do casal e acompanhava os dois nos passeios com grupo de motociclistas. A moto em que o casal estava era o sonho de Anderson e foi comprada há dois meses. Para ela, o grupo está desolado com a morte de Sandra.

“Nós já havíamos ido com o Anderson a Campo Alegre, mas a Sandra não foi, pois ela não estava se sentindo bem no dia. Porém o Anderson achou o lugar tão lindo que decidiu voltar só para que Sandra conhecesse. Não tenho palavras, ele é uma pessoa que sempre seguiu as normas de trânsito. Estamos desolados”, contou Angela.

Joelma Bertelli é sobrinha de Sandra, ela comentou um pouco sobre a dor que a família vem enfrentando. “A gente não tem palavras para descrever esse momento. A morte é aceitável, mas uma morte trágica como essa não tem explicação. É um momento de muita dor, a gente não tem força. Havia uma família, amigos, uma cidade inteira que amava a minha tia Sandra”, afirmou Joelma.

Sem condições emocionais de retornar para casa, Anderson e o filho estão na casa da mãe, onde tentam se recuperar da tragédia.

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