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Pesquisadores da Udesc relatam doença inédita no cultivo de lúpulo no Brasil

O principal prejuízo do patógeno é o dano causado ao cone, a parte da planta que é comercializada.

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Foto: Divulgação Udesc

Pesquisadores do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, realizaram um relato inédito sobre a presença de um patógeno no cultivo do lúpulo no Brasil.

O grupo, do Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal, identificou pela primeira vez de forma oficial a presença de oídio (Podosphaera macularis) na cultivar Chinook. Os primeiros sintomas foram observados em 2019, na área experimental, em Lages.

Desde então, os pesquisadores integraram três laboratórios da Udesc Lages (Fruticultura, Fitopatologia e Virologia) para implementar medidas para diminuir a incidência do oídio e buscar validação fitopatológica. O estudo inédito foi publicado na revista científica Plant Disease, periódico internacional da Sociedade Americana de Fitopatologia.

A descoberta auxiliará produtores na tomada de medidas assertivas para o controle e o sucesso na produção. “O oídio é um patógeno específico do lúpulo e não infecta outras culturas, como morango, amora ou framboesa, por exemplo”, explica a pesquisadora Mariana Mendes Fagherazzi, uma das autoras da publicação.

O principal prejuízo do patógeno é o dano causado ao cone, a parte da planta que é comercializada. “Novos estudos devem ser conduzidos a fim de esclarecer o impacto da severidade da doença na qualidade final do cone”, afirma Mayra Juline Gonçalves, que também trabalhou na pesquisa.

Segundo ela, o oídio está disseminado em todas as regiões produtoras e, de acordo com a literatura internacional, são necessárias várias aplicações de fungicidas para o controle efetivo. “A presença e a identificação de P. macularis é um novo desafio para os produtores no Brasil. Pesquisas relacionadas ao conhecimento do ciclo da doença, epidemiologia e estratégias de controle para o manejo integrado devem ser realizadas, visto que não há fungicidas registrados no Brasil para este patossistema”, conclui da pesquisadora.

O trabalho também tem como autores Fernando Sartori Pereira, Francinie Regianini Nerbass, Evandro Ferreira Zacca, Vinícius Bizolo Sommer, Leo Rufato, Ricardo Trezi Casa, Fabio Nascimento da Silva e Amauri Bogo.

Fonte: Clicsc

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