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PMSC relembra os 90 anos da Batalha da Serra da Garganta

“Jamais sejam por nós esquecidos”. Em analogia ao marcante trecho da canção da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a instituição relembrou nesta sexta-feira, 16, os 90 anos da Batalha da Serra da Garganta, em […]

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“Jamais sejam por nós esquecidos”. Em analogia ao marcante trecho da canção da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a instituição relembrou nesta sexta-feira, 16, os 90 anos da Batalha da Serra da Garganta, em Anitápolis.

Na oportunidade, viaturas da Polícia Militar Ambiental (PMA) e demais guarnições de outras unidades foram até a região do acontecimento para homenagear os policiais da então Força Pública Catarinense mortos no confronto. No endereço, que fica a 18 quilômetros do centro da cidade, foi colocada uma cruz, marco que simboliza um dos episódios mais sangrentos da história catarinense.

Estiveram presentes no ato o comandante-geral da PMSC, coronel Dionei Tonet, o comandante da PMA, coronel Paulo Sérgio Souza, e o coronel da reserva remunerada Valmir Lemos, que foi comandante-geral da instituição entre os anos de 1996 e 1999. Importante destacar que o ex-comandante é autor do livro “Tombados e Esquecidos”, obra que relata alguns eventos ocorridos no sul do Estado na Revolução de 1930.

Durante a solenidade, foram plantadas três mudas de espécies nativas na antiga trilha. Tal atitude simboliza a revitalização do local, dando assim a devida importância que o fato histórico possui. Logo depois, foi descerrada a placa em memória dos policiais que morreram no confronto. Por fim, foi realizado uma salva de tiros, cerimônia militar que demonstra o respeito aos falecidos em combate.

Ao término da cerimônia, o comandante-geral da PMSC citou a importância deste fatídico momento. “A Polícia Militar é uma construção de histórias, e é por isso que hoje estamos na Serra da Garganta. Viemos até aqui para homenagear aqueles que perderam suas vidas em defesa da Lei e da Ordem” destacou o coronel Dionei.

“Honramos e sempre honraremos nossos policiais, pois como dizemos em ambiente militar, nenhum irmão de farda fica para trás, tampouco será esquecido” finalizou o comandante-geral da instituição.

O COMBATE NA SERRA DA GARGANTA

No dia 3 de outubro de 1930, data que deu início a revolução, parte das tropas organizadas por Getúlio Vargas adentraram Santa Catarina, via Passo de Torres, no Rio Mampituba, tomando Araranguá e, pela via férrea, ficou estabelecida em Tubarão sob o comando de Ernesto Lacombe e do capitão André Trifino Correa.

A estrada que ligava os municípios de Tubarão e Florianópolis havia sido aberta alguns anos antes e era a solução mais razoável para o avanço do efetivo. Entretanto, havia uma região em Anitápolis, conhecida como Serra da Garganta, que estava ocupada pelos policiais da Força Pública Catarinense, na época comandada pelo governador do Estado, Fulvio Aducci, que se mantinha fiel ao governo federal.

Foi então que, sob o comando do major Camilo Diogo Duarte, os revoltosos adentraram o município em 14 de outubro de 1930. Já a postos no local, o efetivo militar legalista estava sob as ordens do tenente Romão Mira de Araújo. Como resultado, houve diversos policiais mortos no confronto, sendo alguns deles enterrados no próprio endereço.

Em São Bonifácio, município fronteiriço a Anitápolis, foi construído um monumento chamado “Heróis da Serra da Garganta”. A iniciativa foi do Padre Sebastião Antonio van Lieshaut, pároco holandês que atuou na cidade. Ao saber do episódio, ele ficou impressionado com o esquecimento do fato e decidiu eternizar o acontecimento na praça central do município.

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