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Morador de Itajaí encontra ‘vômito’ de baleia na praia e poderá ficar milionário

Vômito da baleia é muito valorizado e fabricantes de perfumes pagam uma fortuna

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Um dos objetos mais valiosos no mundo é os vômitos de baleias. Isso porque a peça rara e valiosa é comprada por um valor milionário. Até o momento, três pessoas que encontraram na Tailândia ficaram milionárias. Agora, tudo leva a crer que um morador de Itajaí será o próximo milionário com vômito de baleia. Isso porque o homem, que prefere não se identificar, acredita que encontrou o vômito, o âmbar cinza, na Praia de Cabeçudas. 

O homem, que prefere não se identificar, contou que pratica detectorismo como hobby, prática de encontrar objetos com o auxílio de detector de metais, e que encontrou o material há alguns meses. “O mar estava bem agitado, tinha ressaca, e eu estava bem perto das ondas. Do nada o mar jogou a pedra praticamente nos meus pés. Era uma pedra diferente, mais leve, e na hora pensei que poderia ser o vômito de baleia”, disse o rapaz.

A substância expelida pela baleia cachalote é muito valorizada e utilizada por fabricantes de perfumes caros, como os franceses. É chamada âmbar cinza, um poderoso fixador para as essências mais caras do mundo. Pela raridade, os valores pagos a quem encontra o tesouro são altos. Curador do museu de oceanografia da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), em Itajaí, Julles Soto afirma que apesar de difícil, é possível encontrar a substância expelida pelas baleias cachalotes.

“É pouco provável, mas não é impossível. Como nós temos uma plataforma continental bem larga, os cachalotes são frequentes na costa catarinense, só que bem ao largo, além de 200 km da costa, aí que elas [cachalotes] começam a aparecer. É uma rota de imigração deles aqui. Já aconteceu um encalhe de cachalotes em Balneário Camboriú“, explicou o curador. O morador de Itajaí chegou a levar a substância para análise do pesquisador da Univali, André Barretos, que acredita ser o âmbar cinza, também chamado de ambergris.

“Ele trouxe esse material aqui no laboratório. Inicialmente, achei que poderia ser mesmo ambergris (que não é um vômito, apesar de todos falarem assim), eu só conhecia a substância por trabalhos e reportagens, nunca tinha visto ao vivo. É possível que seja, mas precisaria de uma análise por alguém que tivesse mais experiência para ter certeza”, destacou o pesquisador. O possível sortudo afirmou que não quis prosseguir com as análises por medo de perder a pedra.

Quais as chances de ser mesmo ‘vômito’ de baleia?

De acordo com o professor de Ecologia e Zoologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Paulo Simões Lopes, até existem baleias cachalotes, responsáveis por expelir o âmbar cinza, na costa brasileira, mas, há um fator geográfico que tem grande influência no assunto.

Em primeiro lugar, temos que entender o motivo de o material ser tão valioso assim. Os casos na Tailândia deixaram um catador de lixo, um grupo de pescadores de tainha e uma dona de casa milionários. A última, Siriporn Niamrin, de 49 anos, arrematou um valor de aproximadamente R$ 1,5 milhão. “Não é exatamente um vômito, é um produto do intestino desses bichos, chamado âmbar cinza”, esclarece Paulo Simões Lopes.

O âmbar cinza é produzido pelas baleias cachalotes. Simões explica que isso acontece porque o animal se alimenta de lulas gigantes, que proporcionam a criação da substância. “Essas lulas têm um biquinho e na digestão do cachalote sobra parte da estrutura, que não é totalmente digerida”. O professor Paulo Simões Lopes afirma que ao longo de suas pesquisas na área já viu muitas baleias cachalote na costa brasileira.

No entanto, a substância valiosa é muito rara de ser encontrada nas praias do país e de Santa Catarina. Isso se deve a uma condição geográfica. “Em toda aquela costa entre a Tailândia e o Japão há uma costa abissal, ou seja, o oceano é muito fundo pertinho da praia, desce verticalmente. E as baleias cachalotes gostam desse oceano fundo, então, por lá elas acabam transitando muito perto da areia. Dessa forma, quando o âmbar cinza flutua, ele acaba, por vezes, indo parar na praia”, salienta Simões.  No nosso caso, a formação é diferente, como completa o professor.

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