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Massa de ar polar que se aproxima da região Sul é seis vezes maior que o normal

O meteorologista Maicon Veber, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelou em uma entrevista ao portal da BBC Brasil, que  massas de ar frio como essa que se aproxima da região se formam próximas a regiões polares. Elas sobem pelo sul da Argentina e podem se deslocar mais próximas ao oceano ou pelo continente, dependendo das condições. No caso da massa que está em deslocamento, ” ela segue pelo continente e tem a característica de ser mais fria e seca. Amanhã (hoje, 19), ela deve chegar no centro-sul do Rio Grande do Sul e se desloca até o sul da Amazônia. Ela ainda pega o Paraguai, Bolívia, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Além dos Estados do Acre e Rondônia”, afirmou Veber.

Não é possível afirmar que esse fenômeno é causado pelas mudanças climáticas porque o aparecimento dessas massas já ocorreram muitas outras vezes no passado. Porém, é consenso entre os meteorologistas de que esta terá uma grande intensidade.

Maicon Veber diz que uma massa de ar frio normalmente tem pouco mais de 1 km de espessura, que vai da superfície em direção à atmosfera. Por ser fria e pesada, ela se localiza e desloca próxima ao solo.

Já esta coluna de ar frio que se aproxima tem de 5 a 6 km de espessura.

“É uma massa bastante significativa e deve tomar conta de boa parte do continente. O Centro-Oeste e Sudeste devem ter recordes de temperatura mais baixas do ano. Mas vamos ter que esperar para saber se vai ser um frio histórico. Só quando tivermos os dados durante a passagem dela”, afirmou o meteorologista do Inpe.

Ele disse que a diferença mais marcante dessa massa de ar é que há uma chance de nevar no Sul por conta também de um sistema que chegará à região logo após a chegada desse sistema.

“A partir de quinta-feira, um sistema chamado de vórtice de ciclone vai se deslocar e causar instabilidade, além de provocar uma condição de neve. Ele vai reforçar esse ar frio sobre o Sul a uma altitude mais alta e mais úmida que a massa de ar frio e deixar o tempo instável, numa configuração ideal para a formação de neve”, disse Veber.

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